Há alguns anos atrás, pressionados pelas mesmas razões que nos levam a montar este sítio - o predomínio na luta de classes do proletariado e das classes dominadas de uma versão das mais perniciosas da social democracia cada vez mais claramente a serviço das classes dominantes, o PT, de um lado e, do outro, um amontoado de grupos que reivindicam o marxismo, todos ansiosos por soterrar a teoria do proletariado ou no mais profundo reformismo ou no mais deslavado mecanicismo empirista e num arraigado economicismo - tivemos claro nosso dever de lutar para não permitir ao proletariado e às classes dominadas combater no escuro e assim assumir a tarefa de dar nossa contribuição na luta de classes para retomar a teoria do proletariado, e no processo de luta para retomar o marxismo-leninismo escrevemos o texto abaixo, comemorando os cem anos de publicação do “Que Fazer?”, texto com que achamos por bem abrir este sítio por expressar as condições nas quais ainda hoje travamos a batalha para retomar o marxismo-leninismo.
A tarefa candente para os revolucionários em todo o mundo é a de transformar a crise do imperialismo em revolução.
O primeiro ponto que é necessário deixar claro é o de que este texto é resultado de um trabalho coletivo ou, melhor dizendo, do trabalho de um conjunto de camaradas que tem claro a importância da teoria revolucionária para a prática revolucionária, da tarefa de empunhar a “arma da crítica” para iluminar sua prática.
E ao dizer isto, ao utilizar somente a primeira parte da frase de Marx em seu texto sobre a filosofia do direito de Hegel, temos a consciência de que a afirmação de Marx sobre a necessidade de passar da arma da crítica à crítica das armas não representa da parte de Marx, nem de nossa parte, uma subestimação da teoria, até porque foi Marx, teórico e dirigente principal e inconteste do que havia de mais avançado do movimento revolucionário em sua época, quem com sua prática na luta de classes, produziu pela primeira vez o encontro da teoria revolucionária do proletariado com a prática do proletariado na luta de classes.
A Crise do Imperialismo é a Crise da Divisão Internacional do Trabalho ou a Segunda Grande Depressão da Fase do Imperialismo.
A tese que queremos levantar é:
O imperialismo vive uma crise de qualidade e profundidade novas, a crise de uma nova divisão internacional do trabalho.
Já afirmamos, em razão do ponto de vista de classe em que se colocam, a incapacidade dos ideólogos da burguesia de verem essa crise como ela é (ver o texto Algumas Lições da Crise para a Nossa Luta). Apesar disto, eles percebem que a crise apresenta características novas que não podem compreender e uma dimensão que são incapazes de medir.
Para ler o "Que Fazer?”
Homenagem aos 100 anos de sua publicação.
Em princípio de 1902, Lênin publicava seu trabalho "Que Fazer?" com objetivo de, partindo da afirmação do caráter científico do marxismo, demolir na teoria e na prática a corrente economicista de Martínov e os argumentos das correntes oportunistas em geral, de direita ou de esquerda, demarcar as limitações da luta de classes espontânea e, sustentando a unidade dialética entre a teoria revolucionária e a prática revolucionária, afirmar que sem teoria revolucionária e sem partido revolucionário guiado por esta teoria não há revolução, não há prática revolucionária...